terça-feira, 13 de maio de 2008

Comentário

Antes de mais nada quero me desculpar com os leitores do Blog. Não estou dando conta de todas as minhas atividades e estou priorizando aquelas que ajudam a botar o leitinho na mesa.

Já dei a mesma desculpa em outras postagens, mas estou trabalhando pra resolver esses problema. Estou acompanhando o assunto, logo vem coisa boa aí.

Esta postagem é rápida e precisa ser difundida: um comentário que o Jomar Andreata (autor de uma das teses que foram base para o meu trabalho acadêmico sobre TV Digital) deixou no post "Pérolas aos Porcos", imediatamente abaixo deste.
Senhores.

Se o governo brasileiro tivesse o interesse em uma TV Digital Interativa, para levar informação e interatividade, teria feito a escolha de padrão de outra forma.

Na minha opinião o mais lógico seria a escolha do padrão europeu. Forte base de desenvolvimento de aplicações interativas, transmissão terrestre em larga escala, suporte a mobilidade e middleware estável e funcional.

Não esqueçamos do modelo de negócios que existe na TV aberta brasileira e que determinou a escolha do padrão.

Uma história: Na Espanha e Portugal, a TV Digital foi lançada em alta definição e deixando a interatividade de lado, era mais fácil para as empresas, não mudava o know-how que elas tinham, e não criavam concorrentes, como novos players no mercado. Resultado: falência. O mercado não quiz pagar novamente pelo o que já tinha.

A reformulação veio com transmissão em SDTV, pesada interatividade e liberdade para novos players transmitirem o conteúdo de qualquer forma. Assim a TVD era um novo produto.

Aqui, com o Ginga, corremos o risco de desenvolvermos aplicações que não poderão ser exportadas. Mais investimento em alterações para exportar o conteúdo nacional. Pois em alguns anos, qualquer produto áudio-visual sem interatividade será colocado em segundo plano, pois o mercado internacional estará acostumado em interagir com o conteúdo.

O governo critica os fabricantes de equipamentos, mas o governo tem telhado de vidro, pois não fez o dever de casa, cadê a nova regulamentação? (fusão da lei de radiodifusão e da lei de telecomunicações). Onde está a definição do Ginga-J? (com especificação de custos de licenciamento).

Vamos nos colocar no lugar dos fabricantes, é muita neblina à frente...

Jomar A.A.

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